quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

os lobos


os lobos tem uma organização social que muito me impressiona.
li outro dia que, no inverno, quando tem de andar longos percursos em busca de comida - correndo o risco de servirem de alimento para os que estão um grau acima na cadeia alimentar - eles seguem numa ordem exemplar e muito lógica:

os que vem na frente da fila são os mais fracos e doentes. eles dão ritmo à caminhada para toda a alcateia. se ficassem pra trás, teriam sido mortos, porque em caso de ataque são sempre as primeiras vitimas. os da frente criam o caminho na neve, para economizar a energia dos que estão atrás deles.

a vanguarda da alcateia é formada pelos lobos mais fortes, que vem em seguida. as lobas seguem no meio, elas são a riqueza do bando e precisam ser protegidas. outros lobos fortes fazem a retaguarda. e o ultimo é o líder, que vem atrás, quase isolado. ele deve ver claramente todo o grupo, a fim de controlar, dirigir, coordenar e dar os comandos necessários para a difícil caminhada.

acho uma organização admirável...












sempre a melhor diversão...

ha exatos 120 anos os irmãos lumière inventaram o cinema.
e a nossa vida nunca mais foi a mesma...


 

domingo, 27 de dezembro de 2015

sábado, 26 de dezembro de 2015

dançar




















stanley kubrick, aos 12 anos, se diverte com sua irmã, no natal de 1940.

o mar


o som do mar, que me acalma e ao mesmo tempo me aterroriza.
quase morri afogada uma vez, numa praia de SP, cai num rodamoinho e não consegui sair. tinha escutado dizer que o certo era relaxar e se entregar, se deixar levar na direção do fluxo da água... mas na hora a gente só quer o chão firme e fica brigando contra aquela força descomunal que tem o mar... e quem somos nós, né?
apenas um insignificante grão de areia, feitos de poeira de estrelas, claro, mas um quase nada diante das dimensões do universo.
toda vez que entro no mar eu peço licença e rendo minhas homenagens.

---

mas esse mar está dentro de mim, faz parte de minhas memórias ancestrais. seu horizonte, seu cheiro, o barulho das ondas, são a minha infância, meu aconchego, minha segurança. nem preciso ir à praia, tomar sol, nadar. só em saber que ele está ali, disponível, sinto que o mundo está na sua rota correta e que posso relaxar.
sinto saudades imensas do mar.

--

o poeta ledo ivo escreveu sobre a sua relação com o mar alagoano, que parece que foi pra mim:
"quando deixei maceió, fechei a porta do mar
e enxotei os navios que insistiam em seguir-me.
tive de aninhar o vento nos corredores
das casas brancas que guardam lacraias.
mas o mar me acompanhou até nos sonhos,
igual ao sol azul que sustenta o mormaço.
o vento veio voando e era um bando de pássaros.
a chuva da minha infância continua caindo
com o seu séquito de tanajuras e caranguejos.
até as dunas caminham ao meu encontro
e me rodeiam, exigindo que eu devolva
a chave de areia e o oceano roubado".

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

as rosas de robert mapplethorpe...



but today, i don't know why
i feel a little more blues than then...

maria de medeiros canta caetano.



"uma boa média que não seja requentada
um pão bem quente com manteiga à beça,
um guardanapo, e um copo dágua bem gelado"...

noel na padaria cai muitíssimo bem.



'gosto de olhar os meus gatos, eles me acalmam.
eles me fazem sentir bem.
você sabia que os gatos dormem 20 das 24 horas do dia?
não se admira que tenham melhor aparência do que eu.
na minha próxima vida, quero ser um gato.
dormir 20 horas por dia e esperar ser alimentado.
sentar por aí lambendo meu cu.
os humanos são desgraçados demais, irados demais, obcecados demais'.
(bukowski)



louise

As mãos de Louise Bourgeois, fotografadas por Alex van Gelder, poucos meses antes de sua morte, aos 99 anos, em 2010.




Emoticon heart
É tempo de renascimento - pra quem é de renascer.

drummond

Minha mensagem de Natal nesse 2015 vem de Drummond.

Ó vida futura, meu coração te saúda. 

"Meus amigos foram às ilhas. Ilhas perdem o homem. Entretanto alguns se salvaram e trouxeram a notícia de que o mundo, o grande mundo está crescendo todos os dias, entre o fogo e o amor.
Então, meu coração também pode crescer. Entre o amor e o fogo, entre a vida e o fogo, meu coração cresce dez metros e explode.
– Ó vida futura! Nós te criaremos."

pow!


domingo, 20 de dezembro de 2015

mãe

Minha mãe é essa mocinha linda da foto aí embaixo. Ela morreu quando tinha 22 anos e eu tinha três. O nome dela era Neusa.
Não lembro muito dela, só dos seus vestidos coloridos e de saia larga, do batom vermelho e dos sapatos de salto alto, lindos, e que hoje seriam modernos. A lembrança mais permanente que tenho dela é do cheiro de seus cabelos, que eu sentia quando ela deitava a meu lado pra contar as histórias que me faziam dormir. Um cheiro inesquecível, de conforto, segurança e amor.
Minha mãe era uma linda garota dos anos 50, que gostava de dançar e namorar o meu pai, quase tão jovem quanto ela. Todo mundo diz que eles se amavam e gosto de pensar que aproveitaram bastante o pouco tempo de vida em comum que tiveram.
Hoje é aniversário de morte dela.
Todo ano eu me lembro dela nesse dia. Seria maravilhoso se ela conhecesse meus filhos e netos, ela daria uma super vó e bisa, tenho certeza.
Te amo, mãe...





sábado, 19 de dezembro de 2015

krishna

"eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores: é um luxo imperial. mas andei lendo livros, e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. não há pigmentos. o que há são minúsculas bolhas d'água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. o pavão é um arco-íris de plumas.
eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos. de água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.

considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim, existem apenas meus olhos, recebendo a luz de teu olhar. ele me cobre de glórias e me faz magnífico".


psiu...


sister




'sister rosetta tharpe', a avó do rock, arrasando nos anos 60 na inglaterra com o blues de chicago. inspiração de elvis e chuck berry.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Jorge e Zelia



Essa caixinha de música foi presente de Jorge para sua amada. Quase 30 anos depois, Zélia, ao ver sua bisneta Júlia encantada com os bonequinhos, entregou a caixinha para ela, dizendo assim: -esses dois aqui são vovô Jorge e eu. Cuide bem de nós.
Posted by Casa do Rio Vermelho on Quarta, 9 de abril de 2014


Essa caixinha de música foi presente de Jorge Amado para sua amada. Quase 30 anos depois, Zélia, ao ver sua bisneta Júlia encantada com os bonequinhos, entregou a caixinha para ela, dizendo assim:
- Esses dois aqui são vovô Jorge e eu. Cuide bem de nós.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

amo muito

mia doi todd

diz manoel bandeira


Quando a Indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
talvez eu tenha medo. 
Talvez sorria, ou diga: - Alô, iniludível! 
O meu dia foi bom, pode a noite descer. 
(A noite com os seus sortilégios.) 
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa, 
A mesa posta, 
Com cada coisa em seu lugar.

um céu estrelado

planctons, ele disse, são bichos que brilham quando estão fazendo amor... 





hahahahaha

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

o poeta da vila



Vídeo muito especial, de 1929. Nele vemos o "Bando de Tangarás", com algumas das figuras mais importantes da musica brasileira: Almirante, cantando a embolada "Vamos Falar do Norte", de sua autoria, nos violões atras Noel Rosa e Henrique Brito, e na frente Daniel Simões, Abelardo Braga e Carlos Braga, conhecido como João de Barro ou Braguinha, que era como assinava as suas composições.

Esse é o único registro existente de Noel Rosa em movimento.
Ele morreu seis anos depois dessa gravação, aos 29 anos.

domingo, 13 de dezembro de 2015

cronópios

Haroldo de Campos contou que Júlio Cortázar nunca conseguiu estar ao mesmo tempo com Caetano e Bethânia, pois sempre que alguém tentava reunir os três, um dos dois irmãos não podia aparecer... 

Por isso mesmo o autor do "Jogo da Amarelinha" passou a alimentar a deliciosa paranoia ou fabulação de que os dois eram uma única pessoa, que às vezes estava no mundo como Caetano e às vezes como Bethânia. Um pouco como Clark Kent é Superman e Superman é Clark Kent. 

E não me lembro mais quem me contou que, certa vez, uma senhora muito cronopiana cruzou na rua com Dona Canô e cumprimentou: 

- Que útero, minha senhora, que útero!  

(daqui)



retrato de uma epoca

Cena final de Zabriskie Point, de Michelangelo Antonioni (1970), ao som de Pink Floyd.


quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

















Para se defender das sereias, Ulisses tapou os ouvidos com cera e se fez amarrar ao mastro. Naturalmente – e desde sempre – todos os viajantes poderiam ter feito coisa semelhante, exceto aqueles a quem as sereias já atraíam à distância; mas era sabido no mundo inteiro que isso não podia ajudar em nada. 
O canto das sereias penetrava tudo, e a paixão dos seduzidos teria rebentado mais que cadeias e mastros. Ulisses porém não pensou nisso, embora talvez tivesse ouvido coisas a esse respeito. Confiou plenamente no punhado de cera e no molho de correntes e, com alegria inocente, foi ao encontro das sereias levando seus pequenos recursos.
As sereias entretanto têm uma arma ainda mais terrível que o canto: o seu silêncio. Apesar de não ter acontecido isso, é imaginável que talvez alguém tenha escapado ao seu canto; mas do seu silêncio certamente não. Contra o sentimento de tê-las vencido com as próprias forças e contra a altivez daí resultante – que tudo arrasta consigo – não há na terra o que resista".

Franz Kafka, in "Narrativas do Espólio". 
Imagem - "Sleeping Sailor with Mermaids", by Ralph Cahoon


paradoxo


quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Antonio Maria

O homem em seus 10 momentos mais comoventes (comoventes sobre o triste):

1. Criança fantasiada, principalmente dos seis meses aos três anos.
2. Moça de carro alegórico jogando beijos.
3. Homem velho contando que deu soco em alguém e, fazendo o gesto (aí é que comove), mostrando como foi o soco.
4. Preto de óculos Ray-Ban (aos sábados e domingos)
5. Violinista de casa de chá tocando Tosiel.
6. Retrato de primeira comunhão.
7. Criança tocando acordeão na televisão.
8. Fotografia de índio (posada), perto de avião.
9. Goleiro de time de morro com uma joelheira só.
10. O bilhete que a empregada deixa sobre a mesa da cozinha (muito mais pela caligrafia do que pela ortografia): "Pesso deichar a chave".

(Antônio Maria - Seja feliz e faça os outros felizes - crônicas organizadas por J.F.S).

O pernambucano Antonio Maria foi jornalista, cronista e principal companheiro de farra de Vinicius de Moraes. Sua alma gêmea, como dizem amigos comuns.






vintage

Caixinha de guardar temperos, de 1858 - Louisiana, Estados Unidos.



Quintana


no fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas
que o vento não conseguiu levar:
um estribilho antigo,
um carinho no momento preciso,
o folhear de um livro de poemas,
o cheiro que tinha um dia o próprio vento…

Menininhas


















Meninas rezando na escola.
Middlesbrough, Inglaterra, 1976
Foto – Phillip Jones Griffith
As crianças acham que fechando os olhos com força conseguem falar com deus...


Carta de Eduardo Galeano


Prezado Senhor Futuro,
Com a minha maior consideração

Estou lhe escrevendo esta carta para pedir-lhe um favor. O senhor saberá desculpar-me o incômodo. 

Não, não tema, não é que queira conhecê-lo. O senhor há de ser muito solicitado, haverá tanta gente que quererá ter o prazer; mas eu não. Quando alguma cigana me toma a mão para ler-me o porvir, saio correndo em disparada antes que ela possa cometer tal crueldade.

E, no entanto, você, misterioso senhor, é a promessa que nossos passos perseguem querendo sentido e destino. E é este mundo, este mundo e não outro mundo, o lugar onde o senhor nos espera. A mim e aos muitos que não acreditamos nos deuses que nos prometem outras vidas nos mais longínquos hotéis de Mais Além.

E aí está o problema, senhor Futuro. Estamos ficando sem mundo. Os violentos o chutam, como se fosse uma bola. Jogam com ele os senhores da guerra, como se fosse uma granada de mão; e os vorazes o espremem, como se fosse um limão. A este passo, temo, mais cedo do que tarde, o mundo poderá ser não mais do que uma pedra morta girando no espaço, sem terra, sem ar e sem alma.

Disso se trata, senhor Futuro. Eu lhe peço, nós lhe pedimos, que não se deixe desalojar. Para estarmos, para sermos, necessitamos que o senhor siga estando, que o senhor siga sendo. Que o senhor nos ajude a defender a sua casa, que é a casa do tempo.

Quebre-nos esse galho, por favor. A nós e aos outros: aos outros que virão depois, se tivermos depois.

Saúda-te atentamente,

Um Terrestre

gatinhos


De mãe para filha

Conheci uma mulher muito esperta, simpática e disposta, que faz faxina em várias casas por aqui. Ela é o que chamam de 'fanha', não sei um nome menos pejorativo para sua condição. Traduzindo: o som de sua fala sai pelo nariz. Eu achava que isso era causado por adenoide, ou obstrução nasal, ou alguma coisas assim.

Mas o caso dessa moça é diferente - a mãe dela também era assim e ensinou as primeiras palavras pras duas filhas com os sons que conhecia, de pessoa com dificuldade de fala. As três viviam no interior da Bahia, sem muito contato com outras pessoas e não foram alfabetizadas. 
Ela não tem nenhum problema físico, apenas aprendeu a falar assim.

As duas filhas dessa mulher também falam do mesmo jeito, apesar de serem perfeitamente sadias. Aliás, a mais velha - uma linda menina de 11 anos - está na escola e aprendeu a falar igual às outras crianças. Mas a pequena, de 5 anos, ainda não foi à escola e fala igualzinho à mãe. 
Que estranha e incrível historia.


“These Boots Are Made for Walking” é uma canção pop muito famosa, que foi composta por Lee Hazlewood e gravada por Nancy Sinatra (a filha de Frank), em 1966. A letra fala de uma garota que adora suas botas, porque com elas se sente poderosa e capaz de enfrentar qualquer machão que apareça em seu caminho...



boots


Sempre gostei muito de botas. Sempre tive pelo menos dois pares, que se gastavam de tanto que eu usava. Minhas preferidas eram as de bico fino e salto grosso, não de cowboy, mas parecidas, só que bem urbanas em vez de country… Com calça jeans justa e camiseta, foi meu 'uniforme' diário numa certa época de minha vida…

Hoje não tenho mais botas. Nenhuma. Aliás, tenho uma, sim, de pelica marrom, macia e confortável, mas muito, muito usada. Não dá mais pra sair com ela, guardo só pra lembrar dos velhos tempos. Mesmo que quisesse não seria possível, pois não tenho mais as pernas musculosas, os passos longos e a elasticidade de antes, que ficaram pelo caminho junto com a idade. 


Botas tem cara de liberdade…

domingo, 6 de dezembro de 2015

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Antonio Fagundes disse, numa dessas revistas que a gente lê no dentista, que tem cabelos brancos desde que fez 30 anos. Que todos os pelos de seu corpo são brancos, com exceção do peito, onde o lado direito é branco e o esquerdo é preto. “É porque meu coração não está velho”, explicou, cheio de charme.

Vai vendo...

daqui

A duração média de um abraço entre duas pessoas é de 3 segundos. 
Mas os pesquisadores descobriram algo fantástico. 
Quando um abraço dura 20 segundos, há um efeito terapêutico sobre o corpo e a mente. A razão é que um abraço sincero produz um hormônio chamado "oxitocina", também conhecido como o hormônio do amor. Esta substância tem muitos benefícios na nossa saúde física e mental, ajuda-nos, entre outras coisas, a relaxar, se sentir seguro e acalmar nossos medos e ansiedade. 

Este maravilhoso calmante é oferecido de forma gratuita cada vez que temos uma pessoa em nossos braços.

três fósforos acesos
um a um durante a noite.
o primeiro para ver teu rosto,
o segundo para ver teus olhos
e o último para ver tua boca.
e a escuridão inteirinha para lembrar tudo isso
estreitando-te em meus braços...

(jacques prévert)


























(via Braulio Tavares)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

amy

névoa



sensação

veludo... velours... velvet

sopro...

ela esteve aqui, a pequena vizinha rosa, a menina cantora que me alegra os fins de tarde. escutei sua voz cantando as primeiras notas de “moon river”, perguntei se ela conhecia a musica e ela disse só aquele pedaço. eu falei – eu tenho aqui, vem escutar, pede pra sua mãe. aí a mãe veio na janela e acabou deixando - e ela veio correndo, arfante, em cinco minutos abri a porta e deixei ela entrar. rosa é mais alta do que eu pensava, uma menina saída dos anos 80, com vestido estampado bordado, do jeito que eu tinha anos atrás. 

estava meio envergonhada, ai coloquei a música e ela ficou ouvindo e nós duas tentando cantar. mas a curiosidade era enorme e ela falava sem parar enquanto mexia em tudo, discos, livros, minhas caixinhas, pequenos instrumentos musicais que tenho aqui, colares pendurados, papeis, meus tesouros todos, enfim - uma uma adolescente querendo aproveitar tudo em pouco tempo. parecia eu nessa idade.
perguntei se ela queria levar algumas musicas e ela disse que tinha computador, por isso fui pondo num pendrive algumas coisas que achei que ela ia gostar - beatles, julie london, caetano, vanessa da mata, ella, billie, maria callas e muitas, muitas outras. 

acho que exagerei... mas é que fiquei muito feliz de te-la aqui em casa, uma quase mulherzinha, tão energética e entusiasmada com musica, com a vida. acho que me identifiquei. 
ela prometeu voltar. 
e eu, desde já, estou aguardando...